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Colcha · Bordado de Castelo Branco

Referência: 1
Leilão termina em 20 março às 18h00
LEILÃO ELETRÓNICO
Escritório Leilosoc Porto
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Colcha com Bordado de Castelo Branco
Linho bordado a fio de seda em vários tons, com representação da Árvore da Vida e Pássaro ao centro.
Medidas: 250x200cm

Colcha com + de 40 anos sem uso

Excelente estado de conservação

NOTA: Venda Condicionada

BORDADO DE CASTELO BRANCO o ex-libris

O Bordado de Castelo Branco tem características que o tornam único e distinto entre os bordados portugueses: os motivos têm uma estética que corresponde a uma gramática visual própria. A intensidade das cores e a luz é conferida pelos fios de seda, bordados sobre a base de linho artesanal cru. Os desenhos/motivos tem uma simbologia própria que o observador é convidado a descobrir: a Árvore da Vida, os  pássaros, os cravos,  as rosas, os lírios, as romãs ou os corações –  todos com um perfil claramente exótico.

As Colchas de Castelo Branco são peças únicas que valem por si, pela originalidade da sua expressão artística.

Citando Aquilino Ribeiro, «as bordadeiras de Castelo Branco construíram nas suas colchas uma flora maravilhosa e uma fauna não menos escapada da zoologia, consoante o lampejo fugaz que as coisas reais, ausentes da vista, levantam no céu estrelar da imaginação».

Existe nos Bordados de Castelo Branco um revisitar de modelos. Eles servem de padrão mais de uma vez, quer ao nível da temática, do desenho ou da composição, porém, contêm sempre alguma coisa que personaliza um gosto comum. Além disso, não falta o gosto pelo detalhe, nem uma deliciosa falta de precisão botânica  na forma como são concebidos os motivos da fauna e as figuras humanas.

Porquê nesta cidade? É natural que se tenha fixado precisamente numa região onde a cultura do linho era tradicional e onde a amoreira se dava tão bem, a ponto de permitir a criação em larga escala do bicho-da-seda.

De acordo com o figurino da época, crê-se ter sido o século XVIII o período mais fecundo na confeção do Bordado. Depois de uma fase de decadência que se fez sentir ao longo do século XIX, o seu ressurgimento deu-se na região de Castelo Branco, no primeiro quartel do século XX, a partir do momento que Maria da Piedade Mendes (1888?-1984) encontrou um conjunto de colchas de linho bordadas a seda, guardadas em arcas herdadas pela sua família, e que iriam servir de modelo para os trabalhos que desenvolveu ao longo da vida, com uma perfeição notável.

No ano de 1929, ao participar na Sexta Sessão do IV Congresso Beirão, realizada em Castelo Branco, Maria Júlia Antunes, professora do Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, apresentou a sua tese "Rendas e Bordados das Beiras" onde faz referência aos «bordados albicastrenses, genericamente chamados a frouxo», pela primeira vez divulgados em público com a designação que os associa à cidade beirã.

Constitui-se então uma marca, por escola, recriando e reformulando motivos de espécimes remanescentes, em defesa e continuidade de uma expressão artística, reconhecida pela sua riqueza singular no diversificado panorama da produção têxtil nacional, através de um movimento de âmbito local.

Localização
Rua D. João IV, nº340 - 4000-298
Porto Portugal
Escritório Leilosoc Porto
VALOR FINAL
€ 2.800,00
0 licitações

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